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October 2011

Carl Djerassi em Portugal

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(Capa do P2, 28.10.2011)

O químico e dramaturgo Carl Djerassi recebe hoje doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Porto. Depois de ter sido será lançada a sua peça "Falácia", pela editora da U. Porto Editorial, o espectáculo será apresentado pelo grupo Seiva Trupe esta noite, no Teatro do Campo Alegre. 

No próximo mês, em Novembro, Carl Djerassi estará de volta a Portugal para a estreia do espectáculo ‘Cálculo’. Uma peça que escreveu em 2003, que cria um enredo em torno do embate aceso entre Newton e Leibniz a propósito da invenção do cálculo matemático, centrado em particular no comité da Royal Society inglesa criado para avaliar qual dos cientistas teria sido o primeiro. Curiosamente, terá sido Newton, na época presidente da Royal Society, a nomear os membros desse comité e a escrever o relatório final, atribuindo-se a si próprio a prioridade na invenção do cálculo.A peça, explorando estas manobras de bastidores, coloca um foco sobre o comportamento moral de Newton e dos membros do comité, e sublinha a enorme importância que é dada, mesmo hoje em dia, à prioridade nas descobertas ou invenções científicas.

Esta é a mais recente produção da marionet com estreia absoluta no dia 17 de Novembro pelas 21h30, na sala Carlos Ribeiro do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. A peça ficará em cena no mesmo local até ao dia 3 de Dezembro, de 4ª a Sábado, às 21h30.

Conversa sobre Arte e Ciência | 15 de Novembro

 Carl Djerassi dará uma palestra intitulada “Science in theatre: from the page to the stage" no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, pelas 17h, seguindo-se, no mesmo local, pelas 18h, o lançamento da tradução portuguesa de ‘Cálculo’ editada pela Imprensa da Universidade de Coimbra. 

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Cálculo é a nossa próxima produção

O público parece ter a ideia de que apenas a ciência contemporânea é movida pela competição pelo primeiro lugar – uma espécie de Olimpíadas apenas com uma medalha de ouro. De facto, este ímpeto para ser o primeiro é simultaneamente alimento e veneno para os cientistas e foi sempre fundamental para o funcionamento da sua cultura tribal. Através da figura de um dos maiores cientistas de todos os tempos, Isaac Newton, CÁLCULO mostra que os desvios resultantes de semelhante ambição eram tão pronunciados há 300 anos como o são agora. A contenda de 30 anos entre os maiores filósofos naturais de Inglaterra e da Alemanha, Isaac Newton e Gottfried Leibniz, sobre quem primeiro inventara o cálculo (equações diferenciais e integrais) é particularmente relevante por ter sido conduzida pelos seus seguidores. A manipulação de um comité anónimo de onze membros da Royal Society pelo seu presidente, Newton, é praticamente desconhecida e é ilustrada em CÁLCULO através de três desses seguidores de Newton: John Arbuthnot (médico da rainha Anne), o conhecido matemático e imigrante francês Abraham de Moivre, e Louis Frederic Bonet, embaixador em Londres do rei da Prússia. Em última análise a peça responde à questão: “O que é que a integridade moral tem a ver com cálculo integral?” Numa palavra: “Muito.”

Carl Djerassi, in Cálculo, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2011 (No prelo)

 

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